Ontem a gente foi a Papantla, ver o Tajín. Lindo, maravilhoso, muito legal.
E tem fotos aqui.
Monday, December 27, 2004
Saturday, December 25, 2004
Ai
Caramba, hoje foi um dia inútil. Não fiz nada. Nem um post decente.
Mudando de assunto, agora me digam se é pecado dormir na ceia de natal. Sim, eu fiz isso.
Mudando de assunto, agora me digam se é pecado dormir na ceia de natal. Sim, eu fiz isso.
Léo: Mamãe, quéio sovete!!!
Sil: Léo, eu tô pegando! Cadê a paciência?
Léo: Yo no me llamo paciência!
Trinta segundos mais tarde:
Léo: Donde está mi sovete???
Sil: Léo, tenha paciência!
Léo: Es que la paciência ya se fué!
Sil: Léo, eu tô pegando! Cadê a paciência?
Léo: Yo no me llamo paciência!
Trinta segundos mais tarde:
Léo: Donde está mi sovete???
Sil: Léo, tenha paciência!
Léo: Es que la paciência ya se fué!
Wednesday, December 22, 2004
Prokofiev era politicamente correto
Pedro e o lobo, Op. 67 é um concerto bem fofo do Prokofiev pra crianças, bem fofo mesmo. Mais ou menos, a história é de um menino, o Pedro, que ajuda a capturar um lobo que comeu um pato (quando o pato entra é liiindo, o pato é um oboé, muito, muito legal!). E o Pedro ajuda a capturar o lobo, com a ajuda de um passarinho que distrai o lobo para que o Pedro o lace. E quando chegam os caçadores, apontam a garrucha pro lobo e "Pedro sugere que eles levem juntos o lobo até o zoológico." E eles marcham juntos, Pedro e os caçadores levando o lobo.
Não é genial???? Isso mesmo, Pedro! Isso mesmo, Prokofiev! (Ainda mais em 1936, quando ainda havia lobos na Russia, e quando eles ainda matavam gente.)
P.S.: Eu sei que o raciocínio é meio simplista e que provavelmente não daria pra meter todos os lobos problemáticos no zoológico, que lobo e gente são espécies incompatíveis, etc, mas é melhor que abrir o lobo pra tirar o pato, né? Cadeia alimentar é cadeia alimentar, vamos respeitar...
Não é genial???? Isso mesmo, Pedro! Isso mesmo, Prokofiev! (Ainda mais em 1936, quando ainda havia lobos na Russia, e quando eles ainda matavam gente.)
P.S.: Eu sei que o raciocínio é meio simplista e que provavelmente não daria pra meter todos os lobos problemáticos no zoológico, que lobo e gente são espécies incompatíveis, etc, mas é melhor que abrir o lobo pra tirar o pato, né? Cadeia alimentar é cadeia alimentar, vamos respeitar...
Tuesday, December 21, 2004
Pesadelo
Meu filho ganhou o brinquedo abominável. Eu nunca olhei pra isso com bons olhos. Lembro de passar na reta da UFV, quando o Léo era só uma vontade pra quando eu pudesse, e ver a cena mais abominável do mundo: uma mãe chegando de carro com o filho, deixando o moleque e seu carango na calçada e o acompanhando de carro, a 10 km/h, do lado. O cúmulo da preguiça. Vontade de chegar na janela e gritar: ô meu, aproveita pra caminhar junto com o moleque, pelo menos!!! E eu pensava: quando eu for mãe, já sei que presente eu nuuuunca vou dar pro meu filho!!! E depois que ele nasceu, eu e o Fer já tínhamos falado no assunto: que que a gente faria se o Léo ganhasse isso de alguém?
O fato é que ele ganhou. E é o maior que eu já vi: uma Silverado preta, com dois lugares, imensa, gigante, dá quase pro menino dormir nela. Lógico que ele pirou no carro, e a senhora que deu o carro pra ele ficou sorrindo de orelha a orelha. Ela é a mulher do orientador do Fer (jamais imaginei que um orientador pudesse dar um presente tão caro pro filho de um estudante, mas...), e ela é uma gracinha, uma gracinha, uma gracinha... Mas esse presente é tudo o que a gente mais temia na vida!!! Nem se a gente tivesse grana pra isso a gente compraria um desses, porque é... burguês, podre, sei lá! Tudo o que eu menos quero na vida é que meu filho seja um desses malas que só pensam em carro, que saem exibindo carrão por aí... Fora isso, tem detalhes operacionais que ela não levou em conta antes de escolher o presente: não temos carro, e o trem é tão grande que nem cabe em qualquer carro; o nosso quintal não é grande o suficiente sequer pro Léo fazer uma curva; tem parques aqui perto, mas as calçadas daqui são tão estreitas que a gente teria que sair carregando o carro (isso é escravidão, me recuso!!!), ou então o Léo teria que ir dirigindo na rua, coisa perigosíssima com o trânsito daqui; enfim, é um troço que atrapalha mais do que ajuda.
Ele está indo e dando ré pelo corredor agora, contentíssimo, com o boneco dele no carona, e eu e o Fer nos olhando e nos perguntando o que fazer... Não dá pra devolver, seria feio pra cacete. Fora que o Léo ia odiar a gente pelo resto da vida. Não dá pra brincar dentro de casa. Nem no quintal. Nem vou ligar pra taxi pra me levar pra praça pra ele andar nisso. E nem vou sair carregando essa parada até praça nenhuma. Ele vai esquecer o triciclo dele, que ele acaba de aprender a pedalar (e que ele ganhou no natal do ano passado da mesma pessoa...). Não sei onde vamos guardar isso, é enorme. E faz um barulho do cacete. E à medida em que ele encha a minha cabeça com esse barulho, eu vou encher a cabeça dele com o significado burguês e capitalista do brinquedo abominável.
Agora só falta darem pra ele uma Susi Foda pra ele colocar no carona. Aí ele já tem o carrão e a loura burra pra andar com ele. E depois dêem outros pais de presente pra ele por favor, por que aí eu abdico do cargo!
O fato é que ele ganhou. E é o maior que eu já vi: uma Silverado preta, com dois lugares, imensa, gigante, dá quase pro menino dormir nela. Lógico que ele pirou no carro, e a senhora que deu o carro pra ele ficou sorrindo de orelha a orelha. Ela é a mulher do orientador do Fer (jamais imaginei que um orientador pudesse dar um presente tão caro pro filho de um estudante, mas...), e ela é uma gracinha, uma gracinha, uma gracinha... Mas esse presente é tudo o que a gente mais temia na vida!!! Nem se a gente tivesse grana pra isso a gente compraria um desses, porque é... burguês, podre, sei lá! Tudo o que eu menos quero na vida é que meu filho seja um desses malas que só pensam em carro, que saem exibindo carrão por aí... Fora isso, tem detalhes operacionais que ela não levou em conta antes de escolher o presente: não temos carro, e o trem é tão grande que nem cabe em qualquer carro; o nosso quintal não é grande o suficiente sequer pro Léo fazer uma curva; tem parques aqui perto, mas as calçadas daqui são tão estreitas que a gente teria que sair carregando o carro (isso é escravidão, me recuso!!!), ou então o Léo teria que ir dirigindo na rua, coisa perigosíssima com o trânsito daqui; enfim, é um troço que atrapalha mais do que ajuda.
Ele está indo e dando ré pelo corredor agora, contentíssimo, com o boneco dele no carona, e eu e o Fer nos olhando e nos perguntando o que fazer... Não dá pra devolver, seria feio pra cacete. Fora que o Léo ia odiar a gente pelo resto da vida. Não dá pra brincar dentro de casa. Nem no quintal. Nem vou ligar pra taxi pra me levar pra praça pra ele andar nisso. E nem vou sair carregando essa parada até praça nenhuma. Ele vai esquecer o triciclo dele, que ele acaba de aprender a pedalar (e que ele ganhou no natal do ano passado da mesma pessoa...). Não sei onde vamos guardar isso, é enorme. E faz um barulho do cacete. E à medida em que ele encha a minha cabeça com esse barulho, eu vou encher a cabeça dele com o significado burguês e capitalista do brinquedo abominável.
Agora só falta darem pra ele uma Susi Foda pra ele colocar no carona. Aí ele já tem o carrão e a loura burra pra andar com ele. E depois dêem outros pais de presente pra ele por favor, por que aí eu abdico do cargo!
Sunday, December 19, 2004
Remoendo
Eu revolto. Há uns meses eu não consigo mais travar uma conversa de mais de cinco linhas (oh, a era digital) com essa criatura com quem eu me dava tão bem. Eu ajudava. Eu ouvia, aconselhava. Agora peguei birra. Ou nervoso. Eu me pergunto se eu fiquei rabugenta. Ou se é futilidade e narcisismo demais pra minha paciência. Eu já fui assim? E por que não me internaram? Ou isso tudo é uma grande vontade de ser que nem? Olha, eu não sei. Só sei que ao mesmo tempo que eu tenho nervoso, continuo insistindo em tentar conversar. Falo oi e depois corto.
Deixa pra lá. A doida da história sou eu, sempre fui eu.
Deixa pra lá. A doida da história sou eu, sempre fui eu.
Eu quero ler esse cara!!!
CÍRCULO
cansei da frase polida
por anjos da cara pálida
palmeiras batendo palmas
ao passarem paradas
agora eu quero a pedrada
chuva de pedras palavras
distribuindo pauladas
(Paulo Leminski)
(Roubado daqui)
cansei da frase polida
por anjos da cara pálida
palmeiras batendo palmas
ao passarem paradas
agora eu quero a pedrada
chuva de pedras palavras
distribuindo pauladas
(Paulo Leminski)
(Roubado daqui)
Por que eu nao tenho coragem?
De me mudar pra Barra Grande, morar numa casinha sem tv, viver de subsistência, ou ter uma pousada, mas nunca saber como funciona esse mundo? E de preferencia, nunca ter dvd nem video, pra nao correr o risco de alugar Farenheit 9/11 de novo e ficar revortada como eu estou agora.
Tuesday, December 14, 2004
Eu odeio o orkut!
Entrei lá depois de milhares de anos pra ver uma comunidade pra qual me convidaram, que se propõe a reunir os sobreviventes do departamento mais blé da universidade onde eu me formei. Cheguei lá, tinha a comunidade, mas nao tinha NADA escrito (e eu que entrei só pra ver todos os nomes abomináveis dos professores no meio de muita lama...). Entao fiquei passeando como se nao tivesse nada pra fazer, só que eu tenho!
Nao sei o que me revoltou mais o estomago, ver gente que eu já conhecia e nao fazia nenhuma questao de encontrar de novo ou ver como se proliferam comunidades com gente imbecil.
Nao sei o que me revoltou mais o estomago, ver gente que eu já conhecia e nao fazia nenhuma questao de encontrar de novo ou ver como se proliferam comunidades com gente imbecil.
Sunday, December 12, 2004
Certas coisas não são hereditárias
_Sil, eu não posso ser seu assessor de costura! Você passou a vida inteira vendo a sua mãe costurar e vem me perguntar como é que você corta isso???
Friday, December 10, 2004
Eu achei que só acontecia em piada:
_Léo, essa maçã é muito grande, vou te dar metade, e se você quiser mais depois, te dou a outra metade, tá?
Pego uma metade e vou descascando.
_Não, mamãe, eu quero a outra metade!!!
_Léo, essa maçã é muito grande, vou te dar metade, e se você quiser mais depois, te dou a outra metade, tá?
Pego uma metade e vou descascando.
_Não, mamãe, eu quero a outra metade!!!
Thursday, December 09, 2004
Feliz feliz!!!!!
Eu acabo de ganhar o livro mais lindo, que eu quero desde que soube da existência, do cartoon que eu mais adoro no mundo desde sempre: o Fer me deu Toda Mafalda do Quino!! Eu amo esse cara!!!!! (O Fer, não o Quino. Bom, o Quino também, mas não da mesma maneira, hohoho...)
Sunday, December 05, 2004
Sim
CDF até o fim, com direito até a gastrite antes da última prova. Bem, é verdade que não fui uma cdf muito ortodoxa, mas de qualquer maneira, acho que já não sou a porra louca que eu era antes... Que pena.
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