Monday, July 25, 2005
Pensamentos a la Susanita
Ai, meu filho, tão fofinho, tão lindo, que eu cuido com tanto carinho... Quem será a mocréia que vai casar com ele?
Precisei roubar...
Para os outros, eu sempre me assumi desequilibrada, porque acham graça, não é? É triste.
Daqui, mas a carapuça serviu pra mim também...
Daqui, mas a carapuça serviu pra mim também...
Em vez de ficar pensando coisas úteis, eu fico pensando às vezes em quem eu seria se fosse um personagem da Mafalda (da Uma Falda, como diz o Léo, hahaha). Eu queria ser o Miguelito, ele é sarcástico demais. Mas acho que sou pessimista que nem a Mafalda. Mas o que eu acho mesmo é que eu sou o Felipe. E a palavra pro Felipe é... derrotista. Blé!
Nem sei direito o que que tá acontecendo (por que eu sou alienada, lembram?), mas acho que todo mundo romantizou demais. Eu fiquei decepcionada com o Lula, mas depois pensei que a decepção era comigo mesma. É, comigo, deter sido boba de achar que o PT era diferente, bonitinho, idealista, e... honesto. Qualé. Que burrice, isso não existe. Embora eu ache que nada justifica corrupçao, acho que todo mundo ficou achando que o pt nao era assim por inocência, por que se vc for ver, o pt só mostrou que era igual aos outros. Igual, e não pior. Eu sei, o pt ficava falando de corrupçao, mostrando a corrupção dos outros, mas que outro partido nao falava? Que partido fala: nós somos meio corruptos, ou nós temos gente corrupta, entao nao vamos falar dos outros partidos antes de resolver o nosso problema. Ah, cê jura... Daí a gente, bobo, fica achando que por que o pt nunca tinha colocado a mao na massa ia ser aquilo que dizia que era.Enfim, talvez o pt seja até menos pior que os outros, mas tá todo mundo super decepcionado por que esperava muuuito mais deles. Enfim, quebrado o encanto, na próxima eleição vou fazer que nem a seleção natural: sabendo que o ideal não existe, vou escolher* entre o mais adequado para o momento e ver como é que fica.
*Perdão pela analogia biologicamente meio torta.
*Perdão pela analogia biologicamente meio torta.
Sunday, July 24, 2005

Eu acho engraçado (no mínimo) alguém assinar um trabalho que não fez. Ou copiar o trabalho de alguém. Outro dia, quando eu era bióloga, eu achava terrível ver alguém botando o nome do chefe de departamento num artigo, só porque ele era o chefe de departamento. Agora que eu ando pintando, fico triste de ver que tem gente que copia uma ilustração e vende com a sua assinatura, sem nem sequer dizer que foi um estudo. Eu vivo fazendo estudos, copiando (ou tentando...) mesmo, como esse aí de cima, mas eles são pra mim, pra eu ter sacadas, aprender coisas e depois eles vão pra gaveta ou pra minha parede como estudos. Por isso eu fiz aquele post sobre o cerumando ser igual em qualquer área. Eu talvez seja muito inocente, mas de verdade, tenho horror a copiar a produção de alguém. Até mesmo os estudos me deixam incômoda, sei lá. Eu acho que vc sempre acaba "roubando" um nariz, uma árvore, um traço uma decoração de outro artista (ai, mas eu num sou artista, que pretensão!), num tem jeito de ser diferente, é aí que vc vai criando o seu "estilo" (ai, quantas palavras que eu me sinto estranha em aplicar a mim). Mas vc copiar de cima a baixo uma coisa achando que tá enganando todo mundo é medíocre demais. É subestimar o seu poder criativo. E se vc mesmo acha que não tem criatividade, vai trabalhar apertando parafuso, poxa...
Monday, July 18, 2005
Refrexão
O problema do cerumano é que ele é cerumano em qualquer lugar, em qualquer área, em qualquer situação. Não adianta mudarde país, de profissão, talvez o que resolva seja mudar de espécie...
Friday, July 15, 2005
Thursday, July 14, 2005
Bien diferentes. Bien mexicanos.

Passei algumas semanas fissurada por fumar um cigarro, incitada pela cara boa dos fumantes ao meu redor e pelo outdoor dos Delicados, na saída de Xalapa. Quando finalmente fui lá e fumei um... Achei horrível!!! Não que eu nunca tivesse fumado, mas eu nem lembrava mais se eu gostava. É, não gosto. Pelo menos não enquanto não inventarem um cigarro refrescante, não como os mentolados, mas um que seja tipo um stick de hortelã, que vc acenda na ponta e ele vá queimando e vc puxe aquela névoa de hortelã pra dentro, cheirosa, tão deliciosa que seria uma heresia chamar de fumaça, aliás, sem nenhum resquício da amarga e fedorenta fumaça, e que justifique a exata cara indescritível de prazer que todo mundo faz quando fuma, e que não dê câncer de pulmão, não detone a pele, não deixe cheiro ruim no cabelo e na roupa, não amarele os dentes. Alguém por favor inventa isso? O gestual todo de fumar é muito lindo e sexy, mas tem muito efeito colateral, e o gosto é medonho. Quem inventar um cigarro desses já tem aqui a primeira viciada.
La Orduña Futbol Club
Como algumas pessoas já devem saber, eu agora jogo futebol (não queiram ver) no La Orduña Futbol Club, com o nosso fantástico time de mulheres corajosas treinado por uns caras mais corajosos ainda. E ontem achei o lema perfeito pro nosso timão:
"Já sei chutar a bola, agora só me falta ganhar."
"Já sei chutar a bola, agora só me falta ganhar."
Dilemas internéticos
Agora, se a pessoa não pode falar por que tá ocupada, pra que que entra no messenger? (Estou falando de mim)
É tão fofo ver o Léo cantando Luís Melodia, com aquela vozinha de três anos: "Eu fico com essa dor, com essa dor tenho que morrer"...
Friday, July 08, 2005
Eu sinto saudade do Zhé, do Cris e da minha amiga Te, que é da UFLA e tá lá em Viçosa fazendo pós. Também sinto saudade de coisas que acabaram, a nossa turma do lab do Zhé, mas antes da gente ir embora e mudar tudo por lá. Falando nisso, sinto saudade dos menininhos que devem estar enormes hoje, especialmente daquele que era tííímido. E sinto saudade da Plural (ainda terá? ali naquele shopping rainha da sucata), daquela lojinha de cds que tinha bijus maneiras que eu esqueci o nome, do visual da UFV que era delicioso e valorizava o solão das manhãs... Saudade das calçadas largas, da bagunça na fila do RU. Sinto saudade do Lúcio, que eu amava e odiava alternadamente. Sinto algumas saudades assim... Da Mireille e do Lucas também, da farra que eu fazia no lab com duas amigas fazendo a minha monografia (o maior barato, as extraçoes de DNA mais animadas do planeta, sempre silenciadas por um sisudo orientador que esquecia que já tinha sido como a gente). Mais do que tudo, saudade de situaçoes que, na maioria, já nao existem mais... Saudades assim... Se eu voltasse, e às vezes eu imagino isso, a maioria dessas coisas não ia ter mais. Só ia ter a parte que todo mundo reclama...
Thursday, July 07, 2005
Wednesday, July 06, 2005
Pensamentos derrotistas
Eu andei lendo umas coisas agora e pensei que eu talvez esteja exagerando na minha alienação. Eu nao sei como é a cara do Papa novo e não sei muito bem o que responder quando me perguntam se o Lula tá dando certo ou não, o que eu acho do técnico da seleção brasileira, da última palhaçada gringa no Iraque... Mas querem o que? Eu prefiro ler um livro que ler a folha online, e tv mexicana eu não engulo meeesmo. Ah, e foda-se, é tão bom ser alienada, eu fico menos triste, e menos triste eu tenho mais força pra levantar o meu grãozinho de areia pra fazer algo pelo mundo.
Isso não quer dizer que eu seja sem assunto, embora eu seja loira e alienada.
Isso não quer dizer que eu seja sem assunto, embora eu seja loira e alienada.
Faz duas semanas me elogiaram efusivamente pelo meu espanhol perfeito. Aí hoje eu digo "mucho obrigado" pro caixa do supermercado. Dã.
Tuesday, July 05, 2005
Nossa, falou tudo... Tirei lá da Marina W:
"Nas minhas notas de anteontem, escrevi que o idiota sempre se comportara como idiota. Era de uma modéstia exemplar, de uma humildade total. Não em nossa época. De repente, em nossa época, o idiota explode. Na minha infância, não passava do curso primário e já se dava muito por satisfeito. Nascia, crescia, namorava e morria sem jamais pensar por conta própria. Podiam pichar-lhe o túmulo com a seguinte inscrição:"Nunca pensou". O idiota era quase um santo. O trágico da nossa época ou, melhor dizendo, do Brasil atual, é que o idiota mudou até fisicamente. Estuda, forma-se, lê, sabe. Põe os melhores ternos, as melhores gravatas, os sapatos mais impecáveis. Nas recepções do Itamaraty, as casacas vestem os idiotas. E mais: - eles têm as melhores mulheres e usam mais condecorações do que um arquiduque austríaco.Não sei se entendem ou concordam comigo. Mas é o próprio óbvio. A olho nu, qualquer um percebe a ascensão social, econômica, cultural, política do idiota. Outro dia, passou por mim um automóvel das Mil e uma noites, sim, um desses Mercedes irreais, com cascata artificial e filhote de jacaré. Lá dentro ia um idiota flamejante".(Trecho de Óbvio Ululante, crônicas de Nelson Rodrigues para O Globo, organizadas por Ruy Castro)
Nao é perfeito? Quero ler.
"Nas minhas notas de anteontem, escrevi que o idiota sempre se comportara como idiota. Era de uma modéstia exemplar, de uma humildade total. Não em nossa época. De repente, em nossa época, o idiota explode. Na minha infância, não passava do curso primário e já se dava muito por satisfeito. Nascia, crescia, namorava e morria sem jamais pensar por conta própria. Podiam pichar-lhe o túmulo com a seguinte inscrição:"Nunca pensou". O idiota era quase um santo. O trágico da nossa época ou, melhor dizendo, do Brasil atual, é que o idiota mudou até fisicamente. Estuda, forma-se, lê, sabe. Põe os melhores ternos, as melhores gravatas, os sapatos mais impecáveis. Nas recepções do Itamaraty, as casacas vestem os idiotas. E mais: - eles têm as melhores mulheres e usam mais condecorações do que um arquiduque austríaco.Não sei se entendem ou concordam comigo. Mas é o próprio óbvio. A olho nu, qualquer um percebe a ascensão social, econômica, cultural, política do idiota. Outro dia, passou por mim um automóvel das Mil e uma noites, sim, um desses Mercedes irreais, com cascata artificial e filhote de jacaré. Lá dentro ia um idiota flamejante".(Trecho de Óbvio Ululante, crônicas de Nelson Rodrigues para O Globo, organizadas por Ruy Castro)
Nao é perfeito? Quero ler.
Vamo-nos embora, camará
Eu saí da minha terra por ter sina viajeira
Em dois meses de viagem eu vivi uma vida inteira (...)
Estrada foi boa mestra, me deu liçao verdadeira
Coragem num tá no grito, nem riqueza na gibeira
E os pecados de domingo, quem paga é segunda feira.
Já escutou isso? Baixe aqui: Paulo Emílio Vanzolini, Capoeira do Arnaldo
Em dois meses de viagem eu vivi uma vida inteira (...)
Estrada foi boa mestra, me deu liçao verdadeira
Coragem num tá no grito, nem riqueza na gibeira
E os pecados de domingo, quem paga é segunda feira.
Já escutou isso? Baixe aqui: Paulo Emílio Vanzolini, Capoeira do Arnaldo
Monday, July 04, 2005
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