Tentando "vender" um arroz com curry pro Léo, pergunto:
_Léo, vc quer que a mamãe faça arroz branquinho ou amarelinho?
_Ãããnh, eu prefério azul.
Wednesday, August 31, 2005
Tuesday, August 30, 2005
Quando a gente vai pra escola, todos os dias o Léo quer parar numa casa que tem uns gatos pra olhá-los através das grades. Pra mim essa é das maiores delícias que tem: quando os gatos estão lá, eu levanto o Léo, ele sorri e fala com os bichos, uma felicidade só... Melhor dizendo duas felicidades, a dele, tão genuína, e a minha, que adoro quando uma coisa tão boba e gratuita como ver um gato provoca uma reação tão fofa.
Blog spam???
Entrei toda animada no meu blog quando vi que meu último post tinha seis comentários. Quatro eram algo em inglês sobre coisas que não me interessam, de gente que eu não conheço e com propaganda. Eu chamo isso de spam. Mas pra blogs??
Ai, nao falta mais o que inventar, né?
Ai, nao falta mais o que inventar, né?
Monday, August 29, 2005
A campanha EU ODEIO CÓS BAIXO tá bmbando aqui no Reino da Opinião Não Solicitada, já aderi. Agora, quanto a jeans, sabe qual é meu sonho mesmo? Poder comprar um jeans legal que seja feito pra baixinhas. Esqueçam as limitações industriais um pouquinho, quem tem quadril largo ou é nanica sabe que é uma merda comprar um jeans com aquela barra super bonitinha e ter que cortar, ou desfiar, ou mandar subir a barrinha e esperar sei lá quantos dias pra usar o jeans novo... Fora que na hora de experimentar é um saco, vc tem que usar a imaginação pra pensar em como vai ficar a barra, por que ou vc dobra (e vc não faz isso com as cinco calças que vc leva pro trocador) ou fica aquele monte de tecido amontoado no seu pé. Como disse essa moça, vai ser legal no dia em que pararem de pensar que todo mundo é a Paris Hilton... Sei lá, não custava né? Forum for small girls, hahahaha!!!
(Sil, que nunca teve grana pra um jeans da forum, mas td bem...)
(Sil, que nunca teve grana pra um jeans da forum, mas td bem...)
Saturday, August 27, 2005
Conheci a brasileira que tava aqui desde que a gente chegou. Com ela aconteceu o mesmo que comigo: perdeu um bebê logo depois de chegar, com sete meses e meio de gravidez, no mesmo hospital. Será que aquele pediatra asqueroso não gosta de brasileiro?
Acabei de afogar umas mil formigas na pia, que tinham atacado os restinhos de comida da louça da janta. Pior que ser um "bicho patotero, que se aprovecha de la superioridá numérica", como diz o Inodoro Pereyra, é que elas são grosseiras, como dizia a Dona Marina. Com isso quero dizer: elas são muitas e mordem bem forte, blé!
La pucha con essas musiquinhas. O pior das aulinhas de inglês do Léo é o cd que veio junto do marterial e que ele aprendeu a colocar no som. Criancinhas gringas cantando musiquinha de Ralouím, easter time, e I love Mummy, daddy loves mummy é de mataaaaaaaaaaaaaaar!!!
Me encontrem na praça de Coatepec pendurada na árvore mais alta.
Me encontrem na praça de Coatepec pendurada na árvore mais alta.
Minha consciência falando em espanhol
¿Mire vea, de que te sirve ser puntual para llegar a una fiesta? ¿Y de niños? ¿¿¿Y en México???
Así que no te desesperes, que ya es la hora pero deben estar arreglando el salón todavía...
Así que no te desesperes, que ya es la hora pero deben estar arreglando el salón todavía...
Nunca fiz lista nesse blog, né?Pois roubei essa por aí e coloquei aqui minhas despreferências que ninguém perguntou, mas...
assuntos que me desinteressam:
Esoterismo
Biodiversidade e conservação (juro)
Vida das celebridades
assuntos que me desinteressam tanto que tenho uma certa raiva
de quem se interessa por eles:
Fórmula um
Discos voadores
Evangelismo e carismatismo (ui)
Pintores cujos nomes são melhores que as pinturas & pintores
cujos nomes são quase tão bons quanto as pinturas:
Tem um tal de Kokoshka, um austríaco, mas eu só vi uma pintura
dele até hj. Era boa, mas o nome do cara era melhor.
hábitos que eu queria ter:
Guardar minhas coisas depois de usar
Lembrar onde eu guardei as coisas
Fazer exercício disciplinadamente
Comer salada todo dia
Fazer um desenho por dia, que nem o Klimt
coisas que eu gosto:
Pintura, Klimt, Modigliani, impressionistas e mais um monte de
coisas
musica
cozinhar e comer
comportamento animal
processos industriais (ridículo, mas ontem passei horas
perguntando pra um engenheiro da Nestlé, pai de um amiguinho
do Léo, como se faz leite em pó, hahahaha!!!)
coisas que eu queria ter:
Uma reflex digital
a manha pra pintar do Klimt
uma barriga de tábua
estilos que admiro:
o da minha irmã, ela é linda e arrasa
coisas que odeio:
gente arrogante
gente poliana, gente que tem a receita da felicidade
evangélicos e carismáticos (aí, desculpem, mas odeio mesmo)
Bebidas destiladas
gente folgada
artesanato de vaquinha com coisas escritas em inglês
assuntos que me desinteressam:
Esoterismo
Biodiversidade e conservação (juro)
Vida das celebridades
assuntos que me desinteressam tanto que tenho uma certa raiva
de quem se interessa por eles:
Fórmula um
Discos voadores
Evangelismo e carismatismo (ui)
Pintores cujos nomes são melhores que as pinturas & pintores
cujos nomes são quase tão bons quanto as pinturas:
Tem um tal de Kokoshka, um austríaco, mas eu só vi uma pintura
dele até hj. Era boa, mas o nome do cara era melhor.
hábitos que eu queria ter:
Guardar minhas coisas depois de usar
Lembrar onde eu guardei as coisas
Fazer exercício disciplinadamente
Comer salada todo dia
Fazer um desenho por dia, que nem o Klimt
coisas que eu gosto:
Pintura, Klimt, Modigliani, impressionistas e mais um monte de
coisas
musica
cozinhar e comer
comportamento animal
processos industriais (ridículo, mas ontem passei horas
perguntando pra um engenheiro da Nestlé, pai de um amiguinho
do Léo, como se faz leite em pó, hahahaha!!!)
coisas que eu queria ter:
Uma reflex digital
a manha pra pintar do Klimt
uma barriga de tábua
estilos que admiro:
o da minha irmã, ela é linda e arrasa
coisas que odeio:
gente arrogante
gente poliana, gente que tem a receita da felicidade
evangélicos e carismáticos (aí, desculpem, mas odeio mesmo)
Bebidas destiladas
gente folgada
artesanato de vaquinha com coisas escritas em inglês
Friday, August 26, 2005
Léo agora vai ao jardim de infância. Vai ter aulas de inglês, tarefa de casa. Acho cedo, ele só tem três anos... A diretora disse que se não colocar inglês pro jardim, não tem metade dos alunos. Todos os jardins de infância da cidade tem inglês. Não há como fugir da pressão dos próprios pais. Nem há como fugir pra outra escola, por que essa tem outras coisas muito boas. fico triste pelas ilusões que os pais fazem e pelo sofrimento que elas geram nos filhos.
Eu penso no Léo adulto como uma interrogação que sabe onde vai, está seguro de si, é independente e respeita os outros. É nesse sentido que eu tento educá-lo. A interrogação é por que eu sei lá o que ele vai querer ser, o que vai querer fazer, e isso pouco me importa, desde que ele esteja feliz. O que eu me preocupo agora é que ele aprenda a não bater nos amiguinhos, não furar a fila do escorregador, procurar sozinho o brinquedo que ele quer. Por que assim ele lá na frente vai saber que não é legal passar a perna nos outros, vai saber procurar sozinho o que que deve aprender pra fazer bem o seu trabalho. Se ele precisar aprender inglês, na hora em que surja o interesse ele vai escolher como.
Odeio essa preparação default para o futuro, construída por causa dos pais que vislumbram filhos bem sucedidos, mega empresários, super cientistas, workaholics. Assim, tome inglês e computação desde cedinho, guiam a criança por um caminho que nem sabem se é o que ela quer seguir, ao invés de prepará-la pra fazer suas próprias escolhas e batalhar por elas. E acabam na maioria das vezes criando filhos estressados, inseguros, pressionados, pouco éticos (já que inglês é mais importante que convívio com os outros). Engraçado perguntar-se depois por que o filho não saiu como eles queriam. Tudo que era opcional virou obrigatório e a criança não participa das decisões sobre a sua formação por que cada dia mais cedo é empurrada pra um turbilhão, numa idade onde ela não tem argumentos pra dizer que não. Parem o mundo que eu quero descer e levar meu filho junto.
(Não disse tudo o que eu queria e nem fui sucinta como eu queria, esse assunto me deixa triste, sei lá.)
Eu penso no Léo adulto como uma interrogação que sabe onde vai, está seguro de si, é independente e respeita os outros. É nesse sentido que eu tento educá-lo. A interrogação é por que eu sei lá o que ele vai querer ser, o que vai querer fazer, e isso pouco me importa, desde que ele esteja feliz. O que eu me preocupo agora é que ele aprenda a não bater nos amiguinhos, não furar a fila do escorregador, procurar sozinho o brinquedo que ele quer. Por que assim ele lá na frente vai saber que não é legal passar a perna nos outros, vai saber procurar sozinho o que que deve aprender pra fazer bem o seu trabalho. Se ele precisar aprender inglês, na hora em que surja o interesse ele vai escolher como.
Odeio essa preparação default para o futuro, construída por causa dos pais que vislumbram filhos bem sucedidos, mega empresários, super cientistas, workaholics. Assim, tome inglês e computação desde cedinho, guiam a criança por um caminho que nem sabem se é o que ela quer seguir, ao invés de prepará-la pra fazer suas próprias escolhas e batalhar por elas. E acabam na maioria das vezes criando filhos estressados, inseguros, pressionados, pouco éticos (já que inglês é mais importante que convívio com os outros). Engraçado perguntar-se depois por que o filho não saiu como eles queriam. Tudo que era opcional virou obrigatório e a criança não participa das decisões sobre a sua formação por que cada dia mais cedo é empurrada pra um turbilhão, numa idade onde ela não tem argumentos pra dizer que não. Parem o mundo que eu quero descer e levar meu filho junto.
(Não disse tudo o que eu queria e nem fui sucinta como eu queria, esse assunto me deixa triste, sei lá.)
Thursday, August 25, 2005
Olha a frase no msn da minha irmã: "Ex namorados são como vestidos velhos: você olha a foto e não acredita como teve coragem de um dia sair com aquilo."
Wednesday, August 24, 2005
Quando eu fui pra Viçosa fazer terceiro ano integrado, tinha um cara na minha classe que encasquetou com o meu sorriso. Era um sujeito grandão, moreno, meio marrento, muito cdf apesar do jeito "quero ser forte". E meio burro também. Queria fazer medicina, mas não conseguia imaginar o cara sem ser vestido de policial. Sentava sempre na frente, ficava batendo papo com as meninas caxionas, falando coisas supostamente engraçadas, gracejando as meninas, zoando os meninos e amarrando a cara quando zoavam ele. Nem fui com a cara dele de primeira, mas o cara encasquetou com o meu sorriso. O professor parava de explicar a matéria e ele vinha: "o que eu entendi é que não tem nada mais lindo que o sorriso de Silvinha, olha professor, que sorriso lindo!". Red. E as caxias todas sorriam, "ai, como ele é doce"... Daí a pouco vinha de novo: "Sorri, menina, seu sorriso é muito lindo! Olha que coisa linda!" Lembro particularmente do meu espanto quando ele soltou essa: "Se eu fosse um pintor eu pintava o sorriso de Silvinha." Um constrangimento, mas eu acabava rindo, agradecendo, dizendo que era gentileza dele, sei lá, tem cada doido. Não sabia muito bem o que pensar, nunca achei meu sorriso lá aquelas coisas, mas parecia sincero o cara, apesar de móito exagerado. Passaram dias, semanas, e o cara continuava com essa pentelhação. Comecei a desconfiar que ele estava me zoando. Aí também não era pra tanto, meu sorriso não é tão feio. Mas acho que não era zoeira não, ele era chato mesmo. Comecei a fingir que não ouvia, comecei a olhar feio, até que um dia eu disse com todas as letras que ele tava enchendo o saco com essa merda. Ele me olhou feio, resmungou algo que eu não lembro e as caxias todas arregalaram os olhos. E estava pronto o muro que me separou da parte mais chata da classe.
Sunday, August 21, 2005
Ontem eu conheci uma moça. Ela é psiquiatra, solteira, deve ter uns 40 anos, fala muito, devagar, olhos perdidos. Acha que é tudo o que a mãe nunca foi, apesar de ser igualzinha ao pai. Me pareceu meio "chefa", que nem o pai. Me deu uma certa vontade de fugir quando ela repetiu pela milésima vez que achava um milagre ter sobrevivido à família dela, com um pai assim, um avô assado, blábláblá... Romântica demais pra ter quarenta anos, muito mística pro meu gosto, muito idealista pra esse mundo. Ela há dois meses salvou uma mulher que teve uma parada cardíaca num avião, num vôo que cruzava o atlântico. Revirou meio avião, transformou o treco numa uti, reviveu a mulher, fez a tripulação virar enfermeira, levou um tanto de cotoveladas quando a mulher começou a ter convulsões, fez o avião ficar quatro horas voando de bobeira pra não mudar a pressão e quando já podia mudar, desceram o avião pra uma ilha no Canadá e brigou com os paramédicos que demoraram a atender a mulher, que tinha chegado estável ali. Enquanto isso tudo acontecia, os outros dois médicos que por acaso estavam no vôo ficaram distribuindo seus cartões aos outros passageiros. E perguntaram a ela se ela tinha consciência do risco legal do que ela estava fazendo.
Mas não, as pessoas românticas demais pra terem quarenta anos e idealistas demais pra esse mundo fazem a diferença justamente por conta disso: primeiro vem o primeiro, o resto é pra depois.
Mas não, as pessoas românticas demais pra terem quarenta anos e idealistas demais pra esse mundo fazem a diferença justamente por conta disso: primeiro vem o primeiro, o resto é pra depois.
Thursday, August 18, 2005
Quando eu contei pra ela, nas duas vezes, a recepção foi ruim. No mínimo, foi fria, e ela achou todos os problemas do mundo, me jogou um balde d'água fria na hora em que eu mais precisava de ânimo. Mas quando o outro filho dela contou a mesma coisa, foi só alegria, choro de felicidade misturado com riso aberto. Entendeu por que eu preciso de terapia?
Tuesday, August 16, 2005
Campanha "Namore uma mãe solteira"
Diretrizes básicas:
1) Nós não temos pressa de casar, porque já temos filho
2) Nós não temos pressa de ter filho, porque já temos filho
3) Nós não temos tempo de grudar no seu pé, porque já temos filho
4) Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque já temos filho
5) Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque nós já temos filho
Ou seja, não há contra-indicação. Adorei! Apoio total, meninas!!!
1) Nós não temos pressa de casar, porque já temos filho
2) Nós não temos pressa de ter filho, porque já temos filho
3) Nós não temos tempo de grudar no seu pé, porque já temos filho
4) Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque já temos filho
5) Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque nós já temos filho
Ou seja, não há contra-indicação. Adorei! Apoio total, meninas!!!
Friday, August 12, 2005
Thursday, August 11, 2005
Hoje de manhã eu tive a conversa mais engraçada da minha vida com o Léo. Começou por conta dos gatos que ele sempre quer ver numa casa a caminho da escola. Daí ele queria um gato. Léo, mas o seu pai não gosta de gato. Então a gente arruma só um pra mim, e o papai fica sem gato. Uá, ótema solução! Ó, Léo, o negócio também é que talveeez, quem sabe, possivelmente, tem que pensar ainda, mas num tem nada decidido, a gente só andou pensando em arrumar um irmão pra vc, então com irmão num dá pra ter gato nao, por que gato faz um dodói bem feio no neném na barriga. (Ali depois da palavra irmão vc pensa num grito de felicidade vindo da boca do Léo, seguido por uma risadona) Siiim, siiiim, um ermão!!! Eu num quero gato não, eu quero um ermão!!! Aaah, vc vai gostar se vier um irmão? Siiim, daí o meu ermão vai nascer bebezico e vai pra escola comigo. Mas Léo, ele vai nascer muito pequenininho, ele só vai pra escola mais tarde. Ah, mas bebezico vai nascer peqeunininho e vai ganhar uma aquarela e um pincel por que ele vai pintar com o pincel. (Pára a Silvia no meio da rua pra rir) Ô filho, mas o bebê quando nasce não sabe pintar, ele só sabe mamar, dormir, chorar e fazer xixi e cocô (monte de coisa, né?). Ah, tá bom... Mamãe, o bebezico vai dormir na minha cama comigo. Não, Léo, num pode, por que ele é muito delicado, vc vai amassar ele. Mas ele vai dormir num bercinho que a gente vai colocar no seu quarto. Siiim!!! Siiim, no meu quarto o bebezico!!! E ó, pode ser que venha uma irmã, vc ia gostar? Sim, mas agora eu quero que nasce um ermão e uma ermã. Nossa, Léo, isso tudo na minha barriga! É muita coisa, filho! Mas por que? Você num consegue comer os dois? (Paro de novo...) Não, filho, a mamãe não come o neném pra ele ir pra barriga não, ele entra pequenininho, e é de outro jeito. Chegamos na escola e não deu tempo de explicar o assuto todo.
Mas de noite continuamos a conversa acompanhados do Fer. e perguntamos de novo se ele ia gostar se viesse uma irmãzinha. Não, eu quero um ermão e uma ermã. E o ermão vai ficar na barriga do papai e e ermã vai ficar na barriga da mamãe. Mas Léo, o papai num tem maquininha de crescer bebê na barriga dele. então vai ter que ser um só, e a gente não pode escolher. Mas eu quero então primeiro um ermão, e depois uma ermã.
Não imaginei que a recepção fosse ser tão boa... E olha que é só pura especulação, só botando o tema pra família pensar. (Como diz a Mafalda, nessa casa não tem chefes, somos uma cooperativa...)
Mas de noite continuamos a conversa acompanhados do Fer. e perguntamos de novo se ele ia gostar se viesse uma irmãzinha. Não, eu quero um ermão e uma ermã. E o ermão vai ficar na barriga do papai e e ermã vai ficar na barriga da mamãe. Mas Léo, o papai num tem maquininha de crescer bebê na barriga dele. então vai ter que ser um só, e a gente não pode escolher. Mas eu quero então primeiro um ermão, e depois uma ermã.
Não imaginei que a recepção fosse ser tão boa... E olha que é só pura especulação, só botando o tema pra família pensar. (Como diz a Mafalda, nessa casa não tem chefes, somos uma cooperativa...)
Tuesday, August 09, 2005
"A lua se pode tomar em colheradas
ou como uma cápsula a cada duas horas.
É boa como hipnótico e sedante
e também alivia
os que se intoxicaram de filosofia.
Um pedaço de lua no bolso
é melhor amuleto que uma pata de coelho:
serve para encontrar a quem se ama,
para ser rico sem que ninguém o saiba
e para afastar os médicos e as clínicas.
Se pode dar de sobremesa às crianças
quando já dormiram,
e umas gotas de lua nos olhos dos anciãos
ajudam a um bom morrer.
Ponha uma folha nova de lua
debaixo do seu travesseiro
e verás o que deseja.
Leve sempre um frasquinho do ar da lua
para quando te engasgues,
e dê a chave da lua
aos presos e aos desencantados.
Para os condenados à morte
e para os condenados à vida
não há melhor estimulante que a lua
em doses precisas e controladas."
(A Lua - Jaime Sabines)
Esse poema fica colado na porta do laboratório do Fer e do Federico, eu lia todo dia, mas hoje resolvi levar a folha emprestada e colocar aqui uma tradução livre minha. Querendo o texto em espanhol, eu mando, viu?
ou como uma cápsula a cada duas horas.
É boa como hipnótico e sedante
e também alivia
os que se intoxicaram de filosofia.
Um pedaço de lua no bolso
é melhor amuleto que uma pata de coelho:
serve para encontrar a quem se ama,
para ser rico sem que ninguém o saiba
e para afastar os médicos e as clínicas.
Se pode dar de sobremesa às crianças
quando já dormiram,
e umas gotas de lua nos olhos dos anciãos
ajudam a um bom morrer.
Ponha uma folha nova de lua
debaixo do seu travesseiro
e verás o que deseja.
Leve sempre um frasquinho do ar da lua
para quando te engasgues,
e dê a chave da lua
aos presos e aos desencantados.
Para os condenados à morte
e para os condenados à vida
não há melhor estimulante que a lua
em doses precisas e controladas."
(A Lua - Jaime Sabines)
Esse poema fica colado na porta do laboratório do Fer e do Federico, eu lia todo dia, mas hoje resolvi levar a folha emprestada e colocar aqui uma tradução livre minha. Querendo o texto em espanhol, eu mando, viu?
Monday, August 08, 2005
Nao sei muy bien o que eu vim escrever aqui hoje. Eu queria um transliterador de pensamentos pro Blogger, uma coisa assim, tempo real, pensei, vai pro blog. É que hoje eu tô triste e pensando nessa dorzinha. Dorzona, se me permito. Imaginando ele agora, imaginando ele com o Léo, brincando. Imaginei um abraço, imagino dois, imagino nós quatro. Vou fazendo tudo devagar, deixando a casa num nível tolerável de bagunça (despedi a empregada), terminei uma gamela, vou começar uns bonequinhos, quer dizer, ainda falta a laca, mas vou fazendo tudo, sentindo o buraco dentro aumentar, o cabelo vai ficando seco, a pele ficando triste, os olhos cabisbaixos. Não almocei muito bem, o que é melhor do que comer a monstruosidade que eu costumo comer normalmente. Aí vou agüentando, perdendo a fala, murchando, lendo a Mafalda antes de dormir, acordando o Fernando com a minha risada por causa do Manolito, que menino burro, da Susanita, que mini mocréia, do Miguelito, que menino doido. Mas passa. E volta. Fecho a boca, a dor vai roendo o coração, não consegue sair, aumenta, eu choro, nariz entope, espirro, uma merda essa punição alérgica. Durmo e no outro dia dói menos. E aí a vida segue. Aperto o Léo com força, aperto o leãozinho de pelúcia, e faço carinho na juba dele, pra algum lugar tem que ir essa dor, transformada num carinho, por que eu num quero companhia pra isso não. Aí vou agüentando, já foi pior, ainda que nunca vá acabar.
Thursday, August 04, 2005
Eu no computador. Ele chega: Mamãe, aqueles sapatinhos que tão lá no guadalopa que já não cabem mais em mim, eu vou dar plum bebê que não tem sapatos. É, meu filho? Quando vc decidiu isso? Ah, hoje.
Eu aaamo meu filhote, cara!!!
Eu aaamo meu filhote, cara!!!
Também vou mudar meu nome pra Felipa. Aliás, Felipa hoje já leu um monte de blogs, mas ainda não leu o jornal.
Apois eu enho pensado muito muito sobre se o Léo merece me ter como mãe. Eu sempre chego à conclusão de que ninguém merece. E depois de brigar com ele o dia inteiro, pinto bem fofo um caminhãozinho de madeira que ele me pediu. Paga? Não né?
Taí, gente, como é que se "educa" uma criança dispersa?
Só pra eu contar pra minha mae onde foi que ela errou. Blé!
Só pra eu contar pra minha mae onde foi que ela errou. Blé!
Wednesday, August 03, 2005
Vou mudar o nome desse blog pra "Ninguém perguntou a minha opinião, mas..." É o que eu penso toda vez que eu vou postar.
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Eu sempre acho que eu tô atrapalhando. Sempre. Aliás, desculpa por vc ter que ler isso, tá?
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Pelamordedeus, zente! Pára com esses nicks filosóficos no msn!!!
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Vou voltar a ler jornal, eu juro. Marido falou que é uma vergonha (mas num explicou porque).
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Eu sempre acho que eu tô atrapalhando. Sempre. Aliás, desculpa por vc ter que ler isso, tá?
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Pelamordedeus, zente! Pára com esses nicks filosóficos no msn!!!
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Vou voltar a ler jornal, eu juro. Marido falou que é uma vergonha (mas num explicou porque).
Tuesday, August 02, 2005
A empregada nova aumentou consideravelmente a diversidade de artrópodos na minha casa. Como ela não limpa direito, os restinhos de comidas que ficam grudados em tudo atraem baratas e mais duas espécies de formigas completamente enlouquecidas, que fazem ninhos dentro da lata de lixo da cozinha em apenas uma noite, e tomam conta do que estiver sobre a pia, ou sobre a mesa, ou no chão. E como eu tenho uma maquininha de sujar chamada Léo, acontecem coisas como um sucrilho cair no chão e ficar lá por três dias, impassível ao contato da vassoura e do pano de chão, até eu cansar e desgrudar ele dali, não sem tomar um monte de picadas das formigas enlouquecidas. Tanto inseto detritívoro anda atraindo aranhas, que nunca foram tão abundantes nem tão diversas. Hoje eu vi uma apanhando uma formiga do meu lado, yes! (Eu tô tão enlouquecida quanto as formigas, por que foi exatamente isso que eu gritei: yes, manda ver dona Aranha!!!) Meu medo agora é que venham os escorpiões, por aqui tem muito, e de vez em quando algum no visita. Ah, a biodiversidade de ácaros e fungos também está agradecendo a Dona Marina: ela também não tira poeira, varre de qualquer jeito, e eu tô sofrendo com a minha alergia. E fora o saco de ter que refazer o que eu pago pra ela fazer. Vou postar isso e escrever pra todo mundo dizendo que tô procurando empregada. Tenha paciência, sou bióloga, mas nem por isso.
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