Friday, September 30, 2005

"Be yourself você mesmo", embora tenha sido escrito com a mera intenção de zoar, me fez pensar... Tipo "faça você mesmo", "seja você mesmo... você mesmo", enfim, não fique só na teoria de boteco, não diga isso pra sua amiga que está em crise, larga de ser cretino e seja você mesmo você também. Pára de pensar que isso só serve pros outros. Não estou dizendo pra fazer coisas ridículas, sair pulando pela rua. Acho que quero dizer pra ligar menos pra opinião alheia, fazer o que te deixa feliz. Digo, seja a sua cara, sei lá, seja, não sei explicar como é que faz. Tenta você.

(Reparou que esse post foi escrito pra myself?)
Adoro roupa, mas não gosto de moda. Gosto de vitrine, de comprar algo novo, mas pensar em tá na moda, tá fora de moda, é do verão passado, certo, errado, baxinhas não podem usar, me indigna. Já gostei, mas hoje me indigna. Tudo bem, tem coisa que não fica bem em vc, mas também tem coisas que você adora e te fazem sentir super bem, mesmo que as adolescentes que sabem das últimas tendências torçam o nariz... Sabe aquelas pessoas que usam umas coisas tosconas (já sabem: não trabalhamos com coerência!!) e se sentem o máximo? Acho isso o grau mór do foda-se, que é a atitude mais feliz que um ser humano pode ter. Queria entender essa gente, deve ser legal ser assim, ainda deixo de usar coisas que as baixinhas não podem usar de vez em quando. Acho que o que me dá uma certa aversão é como a moda me lembra o descartável. E eu odeio coisa descartável. Por que supostamente, se uma pessoa segue a moda ela muda de guarda roupa a cada seis meses por que os estilistas mandaram (isso me lembra um post que está arquivado sobre mitologia ocidental). E o guarda roupa da outra estação? Que que eu faço com ele? Dou pra empregada, por que ela não precisa andar na moda? Detesto, ainda que seja o tipo de problema que minha situação finaceira jamais permitiria, mas tudo bem, estou só teorizando... Sei lá, quando eu penso que a cada estação milhares de melissinhas vão pro lixo por que as suas donas querem a melissinha nova, me dá um treco. Gente, moda produz muito lixo. Tão preocupante como fralda descartável. Fora que tem certas coisas que não dá pra engolir: nao tenho idéia do que se está usando no Brasil agora, mas quando eu vim pra cá, em 2003, a onda eram os anos oitenta. Desculpa, não dá, não consigo gostar disso!!! Usar então, nem em pesadelo, me desculpa! Aliás, desculpa nada, eu uso o que eu gosto (e minha situação financeira me faz usar muita coisa que eu nao gosto também...). Toda a balela que inventam em cima, conceito, o escambau, não me convence: o que me convence é o que me faz brilhar os olhos, sentir aquela compulsão "Eu quero!!". Seja na vitrine nova da Folic, seja num brechó, na gaveta de roupas que a amiga não usa mais ou numa banca de rua em Oaxaca. Adoro roupa, afinal, tenho dois cromossomos X, mas imposição é uma coisa que eu não topo. Be yourself você mesmo e não deixe ninguém se meter entre você e o seu yourself, já dizia o velho deitado.

Friday, September 23, 2005

Finalmente parou de doer minha perna. Aí, hoje, depois do banho, sentei na cama e senti que tinha um ponto dolorido na batata da perna esquerda. Fui olhar e tinha a maior mancha roxa do mundo ali. Lembrei: foi na hora em que eu tava conversando com a Anabel e tentei parar o pedal da bici com a perna. Nunca faça isso com uma bicicleta de spinning. Aquilo pega uma velocidade que te mói.

Mas é bom, por que ela faz companhia ao roxo da perna direita, que eu ganhei na primeira aula, quando meu pé soltou do pedal e minha coxa bateu direto no freio.

Nao, desculpem a mancha roxa nova é na perna direita. Eu faltei essa aula no jardim de infância. E consequentemente, a velha é na perna esquerda. Sorry.

Aquela academia reforça minha dúvida quanto à existencia de vida inteligente ali dentro. Veja bem: lá tem tres relógios. Os tres ficam na mesma parede. As bicicletas e a escaladora, que são os equipamentos onde vc fica x minutos, ao contrário dos outros onde vc conta 1, 2, 3, ..., 15, ficam na parede oposta. Entao, vc tem que olhar o relógio pelo espelho. Tudo bem, só que daí o relógio anda pra trás, sacou? Eu bem lesada no primeiro dia em que eu fiz escaladora pensei: "que exercício chato, o tempo nao passa". Depois que eu me toquei que o ponteiro tava baixando e nao subindo. dã. (aí, clau, esse dã foi especialmente pra vc, hahahaha!!!)

De tarde eu ainda fui jogar futebol. Fiquei no gol, tomei tres e defendi quatro. Gente, eu sou uma farsa, nao pensem que essa disposição toda dura muito...

Acabou o assunto depois da academia? Hmmm

Nãão, amanhã vou fotografar com minha guru Martica. E semana que vem tenho umas cinco exposições pra ver, diliça.

Wednesday, September 21, 2005

Vocês já repararam que eu sou meio contraditória?

Tuesday, September 20, 2005

Ir a academia me deixou toda dolorida. Apesar de estar andando que nem uma velha por conta do tanto que o spinning me ferrou as pernas, essa nem é a dor maior. O que me dói mesmo é pensar que eu sou ridícula o suficiente pra me submeter a aquele ambiente cheio de gente sem cérebro e narcisista. Blé.

Saturday, September 17, 2005

Assessoria é tudo. Você pode ser uma anta, mas tenha bons contatos dispostos a ajudar que tudo se resolve. Aliás, um conselho: mude pro Mozilla Firefox.

Tuesday, September 13, 2005

So maybe tomorrow, I'll find my way

Agora, existe mesmo essa gente so cool ou é só nos filmes? Ai, não vou me delongar não, mas se vcs não perceberam, tô em crise. Alguém precisa sentar na minha frente, alguém convincente, e dizer que eu não sou tudo aquilo que eu não quero ser mas acho que sou.

Confusa e prolixa como sempre, ainda por cima.
Alguns dias de briga com o imesh (briga nada, minha conexão é que é porca demais pra conseguir compartilhar coisas), rodei a baiana, desinstalei e fui ao método burro: google e download, botão direito do mouse, tecéteras. Funcionou, tô ouvindo "Maybe tomorrow", do Stereophonics, musiquinha retada pra fazer a gente se sentir cool, sabe como? Assim, bem cool como a gente não é nem nunca foi, sabe como? Assim, new yorker, guapa, atarefada, mas arrasando, entende? Simulação terminada, hora de dormir, dor de cabeça.

Tenho novidades, mas não conto. Por que ninguém me amaaa!!!
(Meu nome é crise...)

Sunday, September 11, 2005

"Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart"

(The Scientist - Coldplay)

Friday, September 09, 2005

No último post disse que desenho só o suficiente, e é verdade (ainda). Mas cada vez mais eu gosto da suficiência de um bom traço, do quanto ele diz ainda que não tenha cores. Aqui nesse blog, que eu peguei lá na ::Fer::, achei duas caras simplesmente fantásticas, e que me fizeram desenhar e redesenhar, achar o que foi que eu gostei nelas. Outro lugar clássico onde o traço reina absoluto (apesar das muitas cores) é aqui na Mariana. Nesses lugares eu gosto de ir, decifrar os narizes e os olhos e os braços e tudos, pra quando canso dos meus narizes saber inventar um diferente, mistura de Hannah com Mariana com Modigliani. Esses lugares me dão mais que idéias, dão aquela vontade de fazer também, e agora a minha vontade é de entrar mais no desenho puro, na linha. Vamos ver o que sai disso, depois eu mostro.

Thursday, September 08, 2005

Minha vez

a Fefê disse:
Sei bordar mal e porcamente, não sei costurar, não sei tricotar, não sei crochetar, não pinto, não desenho, danço e canto a plenos pulmões, às vezes solfejo. Fotografo mal pra caramba, apesar de ter feito aula. Adoro ler, mas pouco consigo. Aprendi a gostar de tecnologia, mas também não dispenso o tech a tech. Gosto de animais e plantas, mas não mais que gente. Cabelos longos e revoltos e um pouco acima do peso. Sorrindo por dentro e por fora. Chorando no banheiro, às vezes. Boa de garfo e mais ou menos de fogão. Tenho muitos conselhos pra dar, mas se fosse bom eu vendia. Dinheiro ? Tenho pouco, mas não quero muito. Amo muito mais do que deveria, sou canceriana e não desisto nunca. Tenho calos, claro, pise com cuidado. Vivo no pensamento, de dia, de noite, com sol, com frio. Devo e isso me consome. Adoro o cachorro que um dia vou ter. Amo dar presentes, mais do que ganhar. Cobro atenção e mordo, devagarinho. Agora só falta você...

E eu:
Sei bordar, mas faz muito tempo que não bordo nada, não sei costurar, apesra de minha mãe ser uma super costureira, já tricotei algo, mas morro de preguiça, já soube fazer crochê também. Pinto, ainda aprendendo, desenho marromenos, só o suficiente, danço mal, mas adoro, e canto o dia inteiro junto com o cd. Fotografo também, gosto, sei um tiquim de teoria, tenho livros sobre isso, e gosto até da parte que me lembra matemática. Leio devegar, dois três livros ao mesmo tempo, alguns por cima do ombro do marido. Gosto de tecnologia, mas sonho em comprar uma máquina de escrever bem velha e bem linda pra mandar cartas pra todo mundo em Courier New. Gosto de gente e de plantas e de animais, nessa ordem de preferência, mas de vez em quando inverto, hohoho. Meu cabelo fininho vai até um pouquinho abaixo do ombro, minha barriga está um pouco maior do que o que eu queria... Choro muito, queria saber segurar, mas também rio bastante, por fora. Boa de garfo e de fogão também, às vezes mais de fogão que de garfo. Sou considerada boa conselheira, mas hoje só sei dizer duas coisas: "vai passar" e "você vai sobreviver". Dinheiro eu não tenho muito, mas pode ser que amanhã tenha menos ainda... Amo muito, às vezes na hora errada, sou meio possessiva, dizem que é de canceriano isso. Tenho calos pelo corpo todo, e doem, então melhor não me criticar. vivo mudando de cidade e até de país, e queria poder continuar assim pro resto da vida, que pode ser diferente e muito rica. Não devo, e faço tudo pra nunca dever, mas sei lá eu o dia de amanhã. Adoro presentes, mesmo os que vem em uma sacola de supermercado amassada. Adoro dar presentes, acho que mais que ganhar. Gosto de atenção, senão eu emburro e fico triste. Mordo, mas só se for muito querido.

Agora continua você.

Wednesday, September 07, 2005

Ai, falando nisso, lembrei daquela pessoa que por uns meses foi minha melhor amiga lá na facul. Ela era alta, loira, tinha um corpão, era extrovertida e os homens caíam de quatro por ela. E durante esse tempo em que éramos amigas, ela não fazia outra coisa que não alimentar meu complexo de inferioridade: meu estágio era ruim por que a minha orientadora era uma megera (era verdade, mas eu queria descobrir por mim mesma), meu cabelo tava mal cortado, os meninos que eu ficava a fim sempre tinham algo de errado, eu sempre tinha algo de errado, e eu ia ficando bolada e nervosa e me comparando e me sentindo ainda mais horrível e tonta e nanica e gorducha. E ela tinha a manha de não sacar quando era a hora de evitar uma piada, e me deixava com cara de tacho nas horas em que eu mais precisava de uma levantadinha... E um dia alguém me disse: ela tem inveja de vc. Rárá, essa foi boa... Olha, nunca entendi, não consigo acreditar em alguém ter inveja de minzinha, ainda mais alguém assim. Só sei que eu cansei e eu não sou uma pessoa muito conversável quando eu canso de algo. Brigamos. Voltamos a nos falar depois, mas meio assim assim... Cheguei a convidá-la pro meu casamento depois, quase chamei pra ser madrinha, porque foi ela quem me apresentou my husband. Então, por telefone, eu me dei conta de que ela não tinha crescido nem um centímetro, e que eu continuava cansada dela. E ela sentiu isso e não foi. Ainda bem. Porque se ela fizesse algum comentário que estragasse aquele dia, eu matava ela de paulada.
"Pedir desculpa é comigo mesmo" foi foda. Marceli, vc leu isso? hahahaha!!! Mas é verdade, uma triste verdade engraçada.
(Eu ia explicar uma série de coisas, mas não vou não. Ia ficar maior que o último post, ninguém merece tamanho tratado sobre meu complexo de inferioridade. Sei que assim pode ser meio inexplicado, mas cada um interpreta como quiser, né? Melhor assim.)
Cada vez que eu escuto aquele "valalalalam" minha espinha se arrepia. O Léo não pode fazer isso comigo, ele tem que aprender LOGO, AGORA, ONTEM DE MADRUGADA ANTES DE ESCOVAR OS DENTES, a procurar os brinquedos que ele quer sem derrubar as três gavetas de brinquedinhos no chão. Não eu não arrumo pra ele. Pelo menos não com esse nome. Ele é que arruma, mas se eu não ajudar ele não arruma nada. Eu ajudar significa eu guardar e ter que gritar com ele a cada dois minutos: "Léo, agora é hora de guardar brinquedo e não de brincar!" Não, chega, estressante demais, ainda mais sem marido e sem empregada.

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Aí vem aquele bicho que chama culpa, aquele que morde doído, e fica falando: "vc foi dura demais, ele só tem três anos, relaxa." E vem o antagonista da culpa, que eu não sei como chama e fica: "isso, deixa pra lá, pra ele crescer que nem vc, tão bagunceiro que não consegue ordenar nem os próprios pensamentos".

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Além disso, tem as razões de ordem prática: é impossível entrar no quarto dele quando ele faz isso. O chão fica coberto de brinquedo e eu sempre acabo pisando em algum. Depois vem: "mamãe, queblou o meu blinquedooooo!"

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Pra completar eu tô com rinite e com uma espinha no nariz. Rinite pra quem pinta é o inferno, por que vc acaba tendendo a pintar coisas, por assim dizer, abstratas, hohoho. (Aliás, vcs já viram meus últimos quadrinhos?) E Juanita não manda notícias, marido só chega em três semanas. Fer, se vc ler isso, saiba que tá tudo sob controle apesar disso, viu?

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Masss, nada disso é tão trágico. New Orleans sofre muito mais que eu nesse momento, néam?
Aliás, eu ia dizer que fui muito dura no penúltimo post, confesso que talvez me faltou aquele velho colocar-se no lugar do outro. Enfim, pedir desculpa é comigo mesmo, e agora chega que a minha fama de tentar consertar e acabar enfeiando mais ainda é pública e notória.

Tuesday, September 06, 2005

Lê isso. Revolta é pouco.

Monday, September 05, 2005

Os gringos acham que vão resolver tudo com seus estúpidos minutinhos de silêncio... Sábado antes de começar o jogo México x EUA vieram com essa história por causa do povo de Nova Orleans. Olha, vai me perdoar. O prefeito de Nova Orleans tá xingando o Bush de tudo quanto é nome, por que o cara não manda dinheiro eles, por que podiam evitar muito estrago quando pediram dinheiro pra consertar os diques velhos e eles negaram, ao mesmo tempo que aprovaram em cinco minutos uma grana muito maior pra detonar o Iraque. Claro que eu fico com pena do pessoal que tá desabrigado. Mas esperava dos compatriotas deles algo mais concreto que um minuto de silêncio.

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E quanto a mandar doações... Nem falo nada, por que no meu blog eu tento evitar palavrões (nem sempre eu consigo). Eu moro num país que é totalmente subordinado a eles, e que está muito mal por isso. Meu país natal nem se fala, mas tá menos pior, pelo menos. E vc acha que eu vou mandar doações quando o presidente deles prefere mandar dinheiro pra destruir outro país que pra ajudar seu próprio povo? Desculpe, no way...

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Não sou insensível não. Mas me dá menos tristeza do que raiva. Podiam evitar pelo menos um pouco, e não quiseram. Fora isso, um amigo nosso que mora em Baton Rouge, que é do lado, disse que os hotéis estão cheios, que cobram igualzinho, que as famílias estão alugando quartos pros pessoas de Nova Orleans... Veja bem, alugando. Que solidário, né?...

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Só pra finalizar, gente é igual em qualquer lugar. Perder casa, gente querida, é duro demais, com certeza. E é duro aqui em Veracruz, é duro em Nova Orleans, lá onde passou o Tsunami, no nordeste brasileiro, nas favelas, no Iraque, nas torres gêmeas. Mas mais duro é viver mal ou ter sua vida destruída por gente que só quer ganhar dinheiro às custas disso. Não acho "bom" o que aconteceu em Nova Orleans, mas que isso podia ensinar algo a essa nação tão prepotente, isso podia. Sobretudo aos que a dirigem, mas quanto a isso eu não tenho muitas esperanças. O que eu espero é que o povo de lá se revolte um pouquinho, e se toque das reais prioridades do seu presidente. E que faça alguma coisa quanto à isso.

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Credence Clearwater Revival, e vamos pintar...