Aí no supermercado outro dia o Fer veio me dizer que era muito injusto que a gente sempre saísse de lá com uma Guiness pra ele, um Chambinho pro léo e eu nunca levava nada. Hohoho... Nunca nem tinha reparado. Aí resolvi levar o meu chambinho, comprei a Vogue espanhola (por que revista mexicana num dá, depois eu explico). Vinha um especial Beleza junto, oba, duas revistas por uma. Daí que quando eu abri o especial de beleza me deu me-do!!! Juro, tinha páginas e mais páginas de modelos perfeitas e maquiadinhas com um bisturi, ou uma agulha ou algo mais apavorante encostado no rosto. Depois dos objetos perfuro-cortantes, tinha uma com uma bandagem nos seios, outra tirando uma bandagem enorme do rosto, e no final tinha uma enrolada num rolopac, como se fosse um vestido. Medo. Sério. A parada virou um açougue. Corta, embrulha e leva.
Nao, gente, falando sério, tem alguma coisa errada aí... O tal especial Beleza dava desconforto, pânico, parecia uma coisa de psicopata. Será mesmo que precisa disso tudo pra ser bonita? Nada contra nao, vai quem quer, mas cada dia eu to tomando mais certeza de que a gente anda doente num lugar onde o bisturi não chega.
Ah, nao compro revista mexicana porque as mulheres mais bizarras frutos dessa onda de maníacas por bisturi recheiam as páginas das revistas daqui. Tive a oportunidade de comprovar na sala de espera do médico outro dia. Sabe aquelas criaturas de filme pornô, artificiais, lábios e peitos inchados de silicone, maquiagem exagerada, cabelón? Pois é, na Vogue mexicana elas sao chamas de guapísimas. Na tv tudo bem, nao espero nada bom da tv mesmo, mas na Vogue eu achava que as pessoas tinham um pouquinho de noçao de estética. Nao aqui...
Falando de beleza, a ::Fer:: tem um post ótimo sobre isso lá na casa dela. Mais canela, menos comida de astronauta, por favor. ;-)
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