Wednesday, February 28, 2007

Tem jeito?

Eu preciso urgentemente cortar o cabelo. As opções são a minha amiga maluquete que disse que sabe cortar ou o salão de sempre, que sempre me leva mais cabelo do que o que eu queria. Queria um cortezinho bonito, que combinasse com cabelos cacheados-depois-de-lavar-e-lisos-depois-de-prender, que nao precisasse de horas de escova (que sempre sao inúteis nessa umidade do khkjshf) e que fosse moderninho, pensei talvez em um pouco de assimetria, uma franja longa, sei lá eu. Queria ganhar na mega sena também.

To ficando cada dia com mais pena da vizinha mal resolvida. Puxa, ela anda bem sozinha. E sinto que nem ela suporta o filho chato. Nem vem olhando pra mim nao, que eu sou boazinha mas ando entando nao me responsabilizar por salvar a ida alheia.

Eu acho que eu atraio gente maluca. Tem tanta gente beeem maluca que eu conheço, credo! Pensando bem, talvez esse país seja de gente maluca e atraia gente maluca (olha eu aqui!). De vez em quando dá vontade de reunir todos os malucos juntos e trancá-los pra ver se eles se entendem, mas acho que ia sair briga. Além do que, estou tentando me convencer a tepmpos de que eles nao sao responsabilidade minha.

Eu prometo um post menos rabugento da próxima vez.

Monday, February 19, 2007

As entrevistas do ilustration friday sempre eu gosto de ler, e sempre paro na perguntinha dos creative slumps, que é algo que me faz sofrer sempre. Adorei a resposta da Fernanda Cohen:

(Do you ever have creative slumps? What do you do then?)

Yes, I do, and I hate it every single time, but it's usually a good sign of change, otherwise it would be too mechanical. I go for a walk when it happens.

Sim, é a real, sign of change. Pena que faça a gente se roer tanto. Mas gostei de ver a coisa por esse lado.
Olha como é marcar algo com um mexicano: falamos pro cara que às oito. Pra jantar. Dia de semana, Léo tem aula amanhã, o que significa que temos que ir dormir cedo. Oito e quarenta e nove ele liga pra dizer que tá saindo. A impontualidade mexicana é a primeira da lista das coisas que eu nao vou sentir saudade.

Sunday, February 18, 2007

aqui do lado mora a família l. eles sao o que pode haver de mais diferente da gente nesse mundo. O pai de todos é engenheiro da Nasty, a mae é arquiteta, mas largou a profissao pra cuidar do primeiro filho e depois nao voltou mais. O filho mais velho é o Menino Insuportável, tem cinco anos, nao sabe falar o l, e quer brincar com o Nhéo, como ele diz, toda hora (menos quando o Nhéo vai chamá-lo, porque ele tem que esnobar...). O segundo filho é uma fofura de dois anos que nao sabe falar mais do que a e i, mas é simpaticíssimo, bonzinho, uma graça realmente. No saldo geral, eles sao um saco. A muié é mal resolvida, o filho mais velho é um manipuladorzinho de cinco anos, o pai é um workaholic subordinado. O guri trata de mostrar ao Léo o tempo todo que ele é mais sabido, mais esperto, mais rápido, tem mais e melhores brinquedos, etc. Dedura o Léo por tudo, até pelo que ele nao fez. Qualquer coisinha ele ameaça ir embora, ou dá um sopapo. Ou inventa uma situação pra fazer uma chantagem e o Léo, que herdou a suceptibilidade da mae, cai que nem pato e chooora. Ao que o menino insuportável responde "ai, que saco, nao suporto criança chorona". Ó, meu sangue ferve. Ferve! e eu acho ridículo me meter em briga de criança, mas tem horas em que num dá. E o pior é que ele imita a mae, ele fala igualzinho a ela, ele nunca vai melhorar antes dela parar de fingir que é muito bem resolvida. Toda hora eu penso "é só até agosto, é só até agosto", é menos mal do que se fosse pela vida toda... Eu agora evito que eles brinquem, mas é difícil sendo vizinhos de parede... cansei de escrever, cansada desse povo.

assinado,
sil, a rabugenta
Será que todo mundo se pergunta como seria se nao tivesse tido filhos, ou se tivesse tido um só, ou se nao tivesse casado, se eles nao estivessem aqui atrás dormindo enquanto a gente tá cada um num computador, e o que estaria eu postando se nao fosse assim, e essas coisas? O engraçado é não conseguir pensar em como seria isso.

Sim, um pouquinho cansada, mas feliz também e vamos levando.